quarta-feira, janeiro 07, 2009

ficção #1 - os bolos biológicos


malagueta

a v ta doente... gripe...

ta cheia de tosse

so ca faltava mais essa

mas pronto, hoje fiz bolos...

:D:D

sempre rendeu

11:09pmL

ó q chatice...

ehpá, mas essa parte dos bolos, mnham, mnham...

11:09pmmalagueta

e ficaram bons pá

fiz um de chocolate, um de pera, e um de sementes

linhaça, sesamo e girasol

e passas

enfim

fui criativa

lol

11:10pmL

bem, estou-me a babar só a imaginar essas iguarias... ;o)

11:11pmmalagueta

aquando boltares a estas bandas carago, ate te faço um bolo!

11:12pmL

ehpá, espero voltar aí em breve...

11:12pmmalagueta

acho bem

11:12pmL

no fim-de-semana a seguir a este, buscar frutinha e coisas boas para o pessoal cá da casa...

e confraternizar, pois então...

:o)

11:13pmmalagueta

bery vel, bery vel.

11:13pmL

olhem lá, a distãncia até aqui é igual à de até aí!!!

podem tb vir cá vocês, hmm?

11:14pmmalagueta

mas existe aquele piqueno problema dos transportes, e, claro está, da disponibilidade de nos deslocarmos em familia.

11:15pmL is offline.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

iphoto-graphic moleskine - 005


Self Portrait Suspended I, 2004 - Sam Taylor-Wood

Sam Taylor-Wood makes photographs and films that examine, through highly charged scenarios, our shared social and psyschological conditions.

Taylor-Wood’s work examines the split between being and appearance, often placing her human subjects – either singly or in groups – in situations where the line between interior and external sense of self is in conflict.

(...)

In a very different way, Taylor-Wood's series of works entitled Self Portrait Suspended also test the physical boundaries of the human body, this time using her own, shot in gravity-defying space set against the simple background of her studio wall. The artist appears recumbent, falling in elegant poses that suggest languor rather than swift movement, levitation rather than falling. The artist suspended herself using ropes with the help of a bondage expert, but digitally removed the ropes in the picture to achieve what she describes as ‘a moment of absolute release and freedom'.

in Sam Taylor-Wood: New Work, 2004 White Cube, New York

o meu blog é assim porque eu quero.


os blogs são fantásticos. autênticos buracos a céu aberto de honestidade, mentiras, política e sexo, que fazem de alguns dos seus autores mais intelectuais do que na realidade são.
um mérito esses prémios de audiência, um autocolante giro para postar. e aqueles quizzes maravilhosos que me fazem voltar aos tempos da secundária...

sexta-feira, dezembro 19, 2008

quinta-feira, dezembro 18, 2008

rolling stone' leibovitz


Shooting Stars: The Rolling Stone Book of Portraits (Paperback)

by Annie Leibovitz (Author)

Patti Smith com seus filhos Jackson e Jesse St. Claire Shores, Michigan, 1996...

iphoto-graphic moleskine - 004



Truman Capote, New York, 1948 - Irving Penn

During the late ’40s Mr. Penn posed his subjects in austere, enclosed spaces created by movable walls and undulating sections of carpet. These backgrounds allowed him to create drama without resorting to easels, books and other props of the sort he had relied on earlier in the decade (Saul Steinberg with his sketchbook, John Cage leaning over a piano).
More important, the sense of physical confinement coaxed telling reactions from his subjects. Mr. Penn recalled in his 1991 book “Passage”: “This confinement, surprisingly, seemed to comfort people, soothing them. The walls were a surface to lean on or push against.” Truman Capote slouches solicitously in his corner; Duchamp strikes a suave, Cary Grant-like pose. Georgia O’Keeffe turns her face directly at the camera but leans ever so slightly to one side, a small gesture that destabilizes the whole picture.

terça-feira, dezembro 16, 2008

auto-retrato IV (d'apres cindy)

estou vestida de cowgirl, de camisa sem mangas e calções dourados, com um chapéu a condizer e um chicote de três pontas. seguro as rédeas de um cavalo loiro que se abana impacientemente. ajeito o chapéu e molho os lábios, puxando o queixo para cima. por trás de mim está o picadeiro e mesmo à minha frente uma câmara de filmar.

the love series #1

sábado, dezembro 13, 2008

Ser comunista

Ser comunista, na continuidade da acção do PCP ao longo de mais de 72 anos da sua existência, é lutar consequentemente pelas liberdades e a democracia (lutar nas movimentações sociais, na Assembleia da República, nas autarquias, no Parlamento Europeu, em todas as áreas da vida nacional), lutar com as massas populares, lutar pela unidade dos trabalhadores, pela confluência da luta de classes e estratos sociais antimonopolistas, lutar pela unidade ou convergência das forças democráticas, lutar por uma alternativa democrática. É defender o desenvolvimento económico tendo também como elemento integrante o progresso social, nomeadamente o melhoramento das condições de vida dos trabalhadores e do povo em geral e não como sucede com a política do Governo actual em que se procura o crescimento económico à custa do agravamento das condições de vida e de trabalho do nosso povo. - Álvaro Cunhal

Pena que os camaradas esqueçam rápido o que aprendem a defender, para subir na carreira.
E continua, agora Jerónimo de Sousa, no último congresso:

Aqui forjámos, actualizámos e assinámos um compromisso de honra com o povo português: de tudo fazer por uma vida melhor, num país mais justo e democrático sem perder rumo em direcção ao horizonte de uma sociedade liberta da exploração do homem por outro homem.

Depois de uma vida recheada de vidas regidas pelos discursos e pelas victórias, pelos punhos erguidos e pela luta do povo pelo povo, não quero crer na realidade da minha vida adulta, em que lutando por um mundo melhor sem compromissos partidários, vejo as mesmas pessoas que me viram crescer abafar o meu esforço, por motivos de força maior.
Foi também convosco que aprendi a lutar. Não vou esmorecer. Nem calar.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

suspiro... (parte III)

e se eu fechar os olhos, a estrada desaparece?

sexta-feira, dezembro 05, 2008

hot malagueta


on and on its goes. vintage boards, painkillers and phone calls, despise the weather, feel the mind, touch the spirit, no meat anymore, no sleep, sound as if at the sky with little shinning stars like in the good old days black and white nude photos. some videoclips and yurt plans.
you sleep. i must go. life goes on for the survivers.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

War Paint


War Paint
by Mourning Widows

My people - it's like a motion picture Ya push it and push it
You're pushed into believing
My people - were pushed into extinction
Push over move over
Your place in time is over
Liar liar
Learning from the book of lies
Keeps you feeling good and blind
Liar liar
And if you want the only truth
It's buried under foot
Put on your war paint
Cause here they come to claim your home
And claim your mother earth
Put on your war paint
Cause here they come to change your god
And crush your own beliefs
Columbus - our favorite nations hero
He torchered and murdered
The people that once saved him
Columbus - went home his countries failure
In shackles a criminal
And yet we celebrate him
Thanksgiving - a touching celebration
Share everything with you
Before we have to kill you
Liar liar
Cause history is his story
It's buried underfoot
Put on your war paint
Cause here they come to claim your home
And claim your mother earth
Put on your war paint
Cause here they come to change your god
And crush your own beliefs
Put on your war paint
Cause here they come to spread their lies
And leave you with disease

quinta-feira, novembro 27, 2008

sick punk


sentindo o virus a entrar, e os dias de grande agitação a chegar, parece que as energias estão a esvair-se por entre os poros, e eu resisto... continuo de ipod rosa em punho.
depois de uma tentativa de meditação ontem, visualisei uma flor de lotus gravada no principio das minhas costas, com a frase "nature will provide" a finalizar o enquadramento.
as minhas filhas dizem-me palavras secretas ao ouvido e as guitarras ecoam em background.
finalizo o filme para a projecção do fim de semana e aguardo testes finais.
falo com fornecedores e não atendo agencias imobiliarias nem publicitarias.
tento finalizar um orçamento para retratos e não tenho pachorra. compro pizzas familiares.
envio mensagens a musicos e recebo maquetes de fanfarra para a passagem de ano.
repastos pre-historicos aguardam-me num futuro proximo. repito o maha mantra até faltar o folego. serro pedaços de 6 cm de madeira estriada com furia. 46 vezes.
recordo meditações na escocia e revejo-me no espelho: eu sou tu e tu és igual a mim.
envio fotografias amorosas e recebo input. estou online. tu não, como sempre.
nada de novo. o dvd queima. tenho os pés frios e fungo, muito.
hare hare. mantra é um cantico em sanscrito que, repetido até à exaustão gera uma energia crescente, e a vibração eleva-me. sinto-me vibrar.
noite fantastica e inesquecivel, orgasmica. foi esta semana? preciso de um buraco.
quero falar contigo, nunca te encontro, nunca estás para mim, desligas e tudo. amuo.
deito-me vestida e adormeço. durmo quente, muito quente e acordo revigorada.
chateio-me com emails parvos, gente chata e contas por pagar. mais musica por favor.
wallpapers por fazer, tinta por atirar, tecto por montar, quarto por arrumar, guitarras guitarras guitarras sem parar.

sexta-feira, novembro 14, 2008

quarta-feira, novembro 12, 2008

desenvolvimento da estória


tento à uma série de anos atingir o reconhecimento público pelo projecto que ajudo a construir.
é um facto.
e é também por isso, e para isso, que trabalhamos. não por uma questão de ego, mas sim pelo desejo da projecção pública da possibilidade efectiva do que fazemos.
para que mais pessoas o façam, para que se propague por mais sitios, para suprimir ideais idiotas...
o mundo em que este projecto se insere é maioritáriamente dirigido por pessoas da geração anterior à minha, que, já estabelecidas na sua vida, vêem agora com outros olhos a bandeira que hastearam à muito, e dão outra interpretação às guidelines pelas quais se regeram inicialmente.
não digo que o façam de forma desonesta, apenas que por vezes já não se dão ao trabalho de perder tempo com casos menores. a sua visão está focada e concentrada em determinados fins que, os meios têm de ser profissionais ao ponto de perder o contacto com o que é verdadeiramente importante.
outros, sem essa focalização, continuam a viver o que acreditam ser o melhor, dando especial enfoque aos meios, pois teimam em dar importancia aos pormenores do processo.
como sempre, há as duas faces da moeda, e ainda há lugar para intermédios.
é redutor dizer que qualquer àrea se divide em duas vertentes, mas são duas frentes que apesar de seguirem o mesmo caminho, não se entendem, e isso eu continuo sem conseguir conceber.
vejo-me na posição de outsider inside, meio termo, não pertencendo a nenhuma das partes mencionadas, mas ambas respeitando o que faço, e eu respeitando o percurso de ambas as partes, que é importante sobremaneira.
ora, no meio de tudo isto está este projecto, que pretende a sua auto-sustentabilidade balançando os métodos das duas faces da moeda, um mix menos fácil, mas que bem equilibrado, faz todo o sentido.
no fundo, e daí a razão deste post, a minha vida, juntamente com este projecto, está no limiar da mudança.
dou-me conta de que o que fazemos é importante tanto para as pessoas directamente involvidas neste processo de criação, como para as que vão passando, como para as que de longe vão testemunhando, como para as tais duas faces da moeda, e isso é um largo passo em frente.
penso que neste momento, depois de tantos episódios menos felizes, já ultrapassei a outra parte do circuito, que tenta tudo para destruir novas ideias, e que acredita naquilo a que chama de "concorrência".
continuo a acreditar que tudo o que é feito com amor é verdadeiramente único.
acredito no que fazemos e sei que é muito bom para muita gente, e só isso me faz continuar.
as pessoas que mudam ao passar por aqui, os sorrisos, a boa energia, o trabalho, a criatividade, a ajuda, a amizada que se entruza nas relações, é definitivamente o melhor ganha-pão que eu poderia desejar.
neste momento da minha vida sinto-me feliz com o que tenho e, como diria a minha tia-avó, abençoada.

quarta-feira, novembro 05, 2008

am i ever gonna change

ainda não estou em mim.
ter passado por algo por que ambicionei à quinze anos atrás é qualquer coisa de extraordinário.
faz-me sentir como não sentia à uns bons aninhos, e isso é fantástico.
parece improvável mas, o que me aconteceu, que foi simples e normal, foi estar perto de pessoas especiais e com algo a dizer. isto também não me acontecia à alguns aninhos...
mas a cereja no topo do bolo foi mesmo a sincronia lenta dos factos: estas são as mesmas pessoas que sonhei em conhecer durante anos, ter algum contacto mais próximo era algo pouco provável ou mesmo impossível. dez anos passados da última recordação, eis que surge - do nada - a mais que provável certeza da possibilidade. ufa! e agora?
em piloto-automático retorno aos velhos hábitos: compro bilhete, máxima informação possivel, ok - estamos prontos. e agora???
um misto de emoções emergia em mim, e uma felicidade estúpida de miúda adolescente por cima, a radiar em luz.
portanto, este episódio acaba comigo na horta, de aucultadores de dj e ipod rosa choc, a ouvir saudades do rock, a lavar a loiça, demais, a curtir o som, tralala. com o ego a 100% por ter tido passado momentos inesquecíveis com as mesmas pessoas que, de várias formas, influenciaram uma parte importante da minha vida, parte fulcral da minha banda sonora.
e ainda nem acredito que ouvi isto ao vivo...




I'm tired of being me,
And I don't like what I see,
I'm not who I appear to be
So I start off every day,
Down on my knees I will pray,
For a change in any way
But as the day goes by,
I live through another lie,
If it's any wonder why

Am I ever gonna change
Will I always stay the same
If I say one thing,
Then I do the other
It's the same old song,
That goes on forever
Am I ever gonna change
I'm the only one to blame
When I think I'm right,
I wind up wrong
It's a futile fight,
Gone on too long

Please tell me if it's true,
Am I too old to start anew,
Cause that's what I want to do
But time and time again,
When I think I can,
I fall short in the end
So why do I even try,
Will it matter when I die,
Can anyone hear my cry?

Am I ever gonna change
Take it day by day
My will is weak
And my flesh too strong
This peace I seek
Till thy kingdom comes

sábado, novembro 01, 2008

iphoto-graphic moleskine - 003


Sick of Goodby's, Mabou 1978, Robert Frank


Lou Reed on
Sick of Goodby’s (1978)

I was looking at Robert Frank’s photograph Sick of Goodby’s in his book The Lines of My Hand. Moments before I had been listening to a Johnny Cash song called I Wish I Was Crazy Again. Then I thought of the goodbyes in the book to old friends caught once and for all and never again to be seen in life, and I was struck by the intensity of the sadness of life and its redeeming qualities as reflected in these moving photos. With Johnny Cash as well, the desire to see it all again, to go out one more time into the wild flame only to be burned up forever and never be seen again except in these farewell photos, is moving beyond description. The photos speak of an acceptance of things as they are. the inevitable death of us all and the last photo – that last unposed shot to remind us of our friends, of our loss of the times we had in a past captured only on film in black and white. Frank has been there, and seen that, and recorded it with such subtlety that we only look in awe, our own hearts beating with the memories of lost partners and songs.

To wish for the crazy times one last time and freeze it in the memory of a camera is the least a great artist can do. Robert Frank is a great democrat. We’re all in these photos. Paint dripping from a mirror like blood. I’m sick of goodbyes. And aren’t we all, but it’s nice to see it said.

extreme feeling














extreme @ hard rock cafe lisboa and coliseum (28, 29 November 2008)
photos by malagueta