!!!!!! lololol!
sexta-feira, outubro 13, 2006
quinta-feira, outubro 12, 2006
A Anunciação
Já lá vão uns anitos desde a última vez que andei por terras de Fátima. Acompanhei uma artista plástica no percurso Lisboa-Fátima, fotografando-a em locais de paragem de peregrinos, todo o seu percurso, etc. Ao chegar ao santuário, deparei-me com demonstrações de fé que vão para além dos meus limites de aceitação dos outros tal como eles são, e foi evidente a separação final e definitiva entre o eu ligado a todo um historial religioso-praticante familiar, e o novo eu, apartir desse mesmo dia sublinhado e destacado de qualquer outro.Acredito porém que para alcançar seja o que for nesta aventura, aqui nesta bola (por enquanto) azul, é preciso ter energia, força, enfim, fé! Mas a fé que implica a dor imposta, o suportar despropositado, o fechar a boca e calar, e todo o tipo de (não-)manifestações do género, causam-me uma repulsa imensa. Não deixo de respeitar o senhor decrépito que insiste em caminhar de joelhos para cumprir a promessa, nem a senhora que queima as velinhas sem parár, até o quarto arder mas, deixem-me ficar aqui no meu cantinho...
Não gosto de grupinhos, nem de manipulações, nem de jogos de cabeça.
Não gosto que me enganem, nem que me mintam, ou que me iludam.
Por isso este post. Talvês o cheiro das velas, o murmurar do terço e o recordar das tardes passadas com a B. ainda estejam bem presentes.
O que eu queria dizer com isto, não era nada disto, mas tornou-se assim.
Afinal, o que eu queria dizer era que a minha fé existe, sim, não da mesma maneira que me ensinaram, mas está cá. Tem tudo a ver com a educação que se tem, não haja dúvidas.
A mistura entre uma mãe nascida numa familia católica apostólica romana e um pai comuna só podia dar nisto...
quarta-feira, outubro 11, 2006
terça-feira, outubro 10, 2006
o potencial
Potencial Criativo é a capacidade que o ser humano tem para produzir, transformar, agir sobre o ambiente a adequá-lo às suas necessidades. É a capacidade de criar.O facto de ter um potencial criativo não significa que todo o ser humano será criativo ao ponto de gerar transformações importantes no meio. O potencial transforma-se em acção efectiva quando factores diversos contribuem para gerar essa acção.
É importante ressaltar que a criatividade pode ser canalizada para acções positivas ou negativas, autruistas ou egoístas. Tudo depende da motivação. Um guerilheiro é tão criativo quanto um soldado. Um terrorista é tão criativo quanto um padre. Um empresário é tão criativo quanto o executivo de uma ONG filantrópica.
Paralelamente ao incentivo do pensamento criativo, é importante actuar na formação moral, na edificação das escalas de valores, na reconstrução da civilidade mundial. É importante ser criativo, mas será um alívio se essa capacidade inerente ao ser humano for usada para a promoção da paz e da cooperação mundial.
teste #001

Humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar, humilhar, intimidar, ofender, agredir, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, tiranizar, ameaçar. A ver se consigo perder o significado da verdade das palavras, se alcanço o abstracto...
O Canova e as cedências

A minha primeira capa de suplemento semanal saiu sem créditos fotográficos.
Trabalhei grande parte do dia para nada.
Uma recém-chegada amiga vai partir.
Marquei reuniões importantes para Novembro.
Fiz bons negócios.
Vou começar a trabalhar em casa brevemente.
Porque é que não consigo um equilíbrio?, nem me sinto feliz?
domingo, outubro 08, 2006
Ainda há dias assim

Hoje recebi uma visita muito especial. Costumo, todos os fins de semana, ir à praça aqui da zona, onde tenho as minhas bancas favoritas: a do peixe, a do pão, a do queijinho de cabra, etc... Só não costumo comprar os vegetais, visto que eu própria os cultivo. Ora, praticamente desde o fim de Agosto que só tenho tido vegetarianos em casa, e começámos também a fazer o nosso próprio pão, portanto tenho estado em falta com os meus amigos das manhãs de sábado ou domingo...
Hoje, pela hora do almoço, aparecem cá em casa as "nossas" peixeiras, com um carregamento fresquinho fresquinho, que foi logo aproveitado para reforçar um almoço tardio e bem apetecido:
uns robalinhos no forno com risoto de espinafres e beringela. Valeu a pena esperar... Agora só restam as espinhas! Ah, e quanto às amigas peixeiras, levaram para casa dois pães, de trigo e de arroz, e umas abóboras japonesas, que se regalaram! Ainda estou um bocado cheia do almoço, devo confessar... uff!
sexta-feira, outubro 06, 2006
VV - depois do verão e da virose

Isto de andar com os posts na cabeça e não ter tempo de os colocar online não dá grande resultado. Não dá porque o meu G4 cerebral tá lento, já tem pouca memória e com as miúdas a berrar, o pai a chatear e tudo o resto a atrapalhar, é um pouco complicado.
Já misturo tudo, o fim do verão, com a saudade que fica dos dias de praia que não tive e das viagens que não fiz, com os primeiros dias de escola da L., e as viroses que atacam toda a familia, desde os pais que nunca caiem à cama até à avózinha que quase nunca sai de lá.
Fico confusa com tanto texto na cabeça, com tanta imagem prestes a sair. Acontece sempre alguma coisa, a ligação cai, e o projecto fica uma vez mais sem publicação.
Isto não é uma queixa. É apenas um desabafo. Um retomar de rotina, uma auto-avaliação.
Velório
Quando eu morrer não quero missas, nem nem flores, nem caixão ultra moderno, nem lenço bordado em cima da cara. Às hipócrisias já sei que não poderei fugir, aqueles que em vida não se importaram e na hora da morte lá estarão, concerteza, nem que seja para fincar o pé e pensar "eu ainda cá estou, ganhei-te uma vez mais". Mas àqueles pormenores mais religiosos que me irritam sobremaneira, hei-de escapar. Nem beatas a chorar, nem padre a pregar. Já oiço os sobreviventes da ala mais conservadora da familia "Credo, se isto é maneira de se apresentar ao Mundo pela última vez... nem uma missa para lhe descansar a alma... cruz credo, ainda nos há-de perseguir à noite implorando a do sétimo dia... Deus me livre e guarde de um fim assim..."
No velório há-de ser servido vodka polaco com limão e hortelã, bem forte, e obrigatório para quem quiser vir ter comigo para o último adeus. Quanto mais tempo permanecer na sala, mais vodkas vai ter de beber, tipo parquimetro. Chegará ao ponto de haver apenas pessoas bêbedas e trapalhonas, sem espaço para o habitual roteiro familiar "vá para fora cá dentro" no qual se discutiria linhagem e problemas familiares, teses várias sobre o motivo da morte, e as merdas do costume. Um velório simples. E quem não aguentar, pode descansar.
Podem poupar uns euros valentes nas flores que evitarão comprar. Não existe negócio mais podre que esse, dar flores a quem não as poderá jamais cheirar. Para além de que, se efectivamente pudesse apreciar o seu perfume, passadas umas horas torna-se um pivete inacreditável. Quase um sublinhar: estás MESMO morta; ou para quem fica: yep, foi desta para melhor. E em relação àqueles, que nem vale a pena referir os nomes, que vão insistir, e refilar, e exaltar-se, e discutir, porque é forçoso que eu tenha um funeral decente com um santo padre e tal, remeto-vos para a vida real: falem com quem quiserem, libertem vocês a vossa alma, acreditem no que quiserem. Eu por mim, à terra voltarei, sim senhor, mas nem mais uma ladainha.
No velório há-de ser servido vodka polaco com limão e hortelã, bem forte, e obrigatório para quem quiser vir ter comigo para o último adeus. Quanto mais tempo permanecer na sala, mais vodkas vai ter de beber, tipo parquimetro. Chegará ao ponto de haver apenas pessoas bêbedas e trapalhonas, sem espaço para o habitual roteiro familiar "vá para fora cá dentro" no qual se discutiria linhagem e problemas familiares, teses várias sobre o motivo da morte, e as merdas do costume. Um velório simples. E quem não aguentar, pode descansar.
Podem poupar uns euros valentes nas flores que evitarão comprar. Não existe negócio mais podre que esse, dar flores a quem não as poderá jamais cheirar. Para além de que, se efectivamente pudesse apreciar o seu perfume, passadas umas horas torna-se um pivete inacreditável. Quase um sublinhar: estás MESMO morta; ou para quem fica: yep, foi desta para melhor. E em relação àqueles, que nem vale a pena referir os nomes, que vão insistir, e refilar, e exaltar-se, e discutir, porque é forçoso que eu tenha um funeral decente com um santo padre e tal, remeto-vos para a vida real: falem com quem quiserem, libertem vocês a vossa alma, acreditem no que quiserem. Eu por mim, à terra voltarei, sim senhor, mas nem mais uma ladainha.
quarta-feira, outubro 04, 2006
embalar

Esta troca de afectos a que chamam maternidade, é impressionante. A segurança que lhes damos e o conforto a que estamos associados até ajudam a tornarmo-nos pessoas melhores. Ser testemunha constante do percurso de uma criança que se está a materializar ali, à nossa frente e saber que tem tanto de nós que até podia ser assustador mas, deu-lhe tão bem a volta..., é levar chapadas constantes. E é muito bom.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Setembro
Visitas oficiais, visitas guiadas, dias cheios, limpezas, organização de eventos, realização dos mesmos, emails, cartas, telefonemas até cairem as orelhas de tanto arder, explicações, respostas, almoços e jantares e lanches e chás, banhos e roupa lavada, gatos e mais gatos e mais gatos, gajas impertinentes e desonestas, amigos que nunca mais aparecem, crise, stress, choro de bébés, fraldas - imensas, atendimento personalizado, lisboa lisboa lisboa, transito e desastres, chuva e óleo na estrada, ervas daninhas, cenouras, bróculos, medos, certezas, recomeço.
E passou num instante. Só agora estou a dar por ele, a interioriza-lo, porque nem tempo para isso eu tive. O mês passado foi deveras intenso.
E passou num instante. Só agora estou a dar por ele, a interioriza-lo, porque nem tempo para isso eu tive. O mês passado foi deveras intenso.
domingo, setembro 10, 2006
sexta-feira, setembro 08, 2006
lua cheia
no tears
just anger
you are on your own
left behind
no tears
just cold body remains
no trust
nothing
everything you traded for a glipse of the moon
a shooting star
no wish was made
alone to be laughed at
exchanged for
no tears were shed
a desired fantasie met no reality
ridicule
being afraid
of what
of what
of what
it could die
end
just anger
you are on your own
left behind
no tears
just cold body remains
no trust
nothing
everything you traded for a glipse of the moon
a shooting star
no wish was made
alone to be laughed at
exchanged for
no tears were shed
a desired fantasie met no reality
ridicule
being afraid
of what
of what
of what
it could die
end
quarta-feira, setembro 06, 2006
back to reality

amanhã começo a trabalhar. durante todas estas semanas tentei ao máximo não pensar no assunto, refugiando-me no trabalho a fazer para o projecto, em novas experiências complementares, em leituras (Coupland, Eugenides, García Márquez), e no tempo em que me redescobri. ter de voltar ao ritmo pré-parto é dificil de digerir, de conceber, de entender. mas tem de ser feito. deixo muitas coisas por fazer, tantas que vai ser dificil conjuga-las com o tempo que vou ter livre daqui em diante, como já vem sendo hábito. já deixa saudades este tempo que só acaba amanhã, pela hora de almoço. percebo agora que não tinha tido saudades de lisboa, por incrivel que isso me pareça ao escrever estas linhas. nem do transito, nem do stress, nem das pessoas, nem de nada.
estive bem aqui. fiquei doente só de pensar em sair, mas tem de ser. maldita a hora em que por necessidade estúpida se criou o dinheiro como forma de troca.
domingo, setembro 03, 2006
dia de descanso?

os domingos com as suas interminaveis reuniões familiares já não são o que eram, pelo menos durante este mês. já não há aquele tempo para gozar uma sesta, brincar um pouco, ler o jornal. neste mês vamos todos trabalhar em conjunto para pôr isto a trabalhar.
já não falta tudo: hoje é caiar e fazer mais compotas...
sexta-feira, setembro 01, 2006
dias atarefados...

doce de tomate e doce de abóbora (falta o de figo, e mais de abóbora manteiga)
moldes em madeira e respectivo sabão (de alfazema)
almoços e jantares, alegrias e paixões
escolas e reuniões, desilusões
decisões e indecisões
receber amigos "à rasca" e em caos pós-traumático depois do verão
receber mais gente em casa
novos canteiros, novas pedras
gatos, gatos e mais gatos...
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