sexta-feira, fevereiro 27, 2009

the new normal


It's not everyday that Dick Cheney gives its title to an art exhibition.

In the weeks following September 11, the U.S. Vice President justified a steep increase of surveillance measures by explaining that "Many of the steps we have now been forced to take will become permanent in American life. They represent an understanding of the world as it is, and dangers we must guard against perhaps for decades to come. I think of it as the new normalcy." Almost 7 years later, the collection and sharing of personal data by governments, luggage searches, Internet monitoring, and wiretaps have indeed become part of a "new normal" in American life.

mais aqui.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

define: normal

"não gosto desta comida. as mães não compram estas comidas para os filhos. eu gosto de arroz com massa. e as mães também compram carne para os filhos. e sumo. e também não gosto da nossa casa. não é cor de rosa. nem verde, nem tem escadas grandes. não gosto desta comida e não quero comer mais. quero comer fruta. e pão. e ver filmes."

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

hairstyling


"agora já temos máquina para cortar o cabelo! como é que queres o teu? mais fashion, mais seventies..."
"já passei dos trinta, man. agora é hardcore."

tempo


dei por mim a ouvir música e a reflectir sobre o tempo. o que faz acontecer, o que acontece, o que muda, o que cresce, o que não pára, etc... senti como as coisas acontecem porque têm de acontecer naquela altura e não outra, e como deixam de fazer sentido se tentarmos repetir.
a urgência, e o tempo. que clichê.
depois disso, e de um belo almoço ao ar livre, e posterior parte social mais ao sol, dei por mim a ouvir palavras com música, música para os meus ouvidos, e a dar mais um passo no percurso, por certo longo, de uma nova étapa que começou este ano, finalmente.

a velocidade estonteante


hoje recebi este email:

O novo MacBook Pro de 17 polegadas já chegou.


da amiga maçã.
primeiro, optei por nem o abrir.
depois pensei, que se lixe, por olhar não se paga..., e abri.

hoje olhei para as minhas duas filhas e reparei como estão a ficar cada vez mais autênticas e mais crescidas.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

da importancia da música

An example of music and its bodily origin is found in the way in which individuals perceive and respond to musical rhythm. It is known that we possess an innate ability to estimate intervallic relations. Indeed, when we listen to musical stimuli, we use the musical information already heard to provide a reference for ongoing perception. We are able to anticipate regular events (demonstrated by anticipatory body movements) — and react to a disturbance of these events. We find this intrinsically pleasurable, and our bodies are highly responsive. There is now ample evidence that fast musical pulses increase our heart rate and can make us drive faster, eat more quickly, make love more vigorously, and so on. By contrast, slow musical rhythms provide relaxation, promoting rest: lullabies soothe, and assist sleep as the heart rate slows.

da politica na música, ou da música politica


I interpret the song to be about living a quiet, apolitical domestic life in our troubling era of war and economic imperialism. I can't quite tell whether the songwriter intended to chastise people for being politically apathetic - he could very well be describing how he and a loved one take refuge in the "small" things ("picking apples, making pie"), away from troubling discourse. Regardless of the singer's intended meanings, the song is precious and chilling.

While the songs don’t appear to be political, they can certainly be re-construed that way, which is probably why the band ended their set with them. It was a wildly effective double punch.

o carnaval da malagueta


ok, estou farta. fartinha.
desde sexta que estou meio morta, doente, prácticamente sem me levantar da cama, que é já como um prolongamento do meu corpo.
já vi até à exaustão todas as fotografias e relatos das aventuras das outras pessoas que, sem estarem doentes, continuam na sua vida, e chego à conclusão que: o tempo faz-se sentir em qualquer um, e das figuras tristes ninguém se consegue safar - culpa dos flashes mortais das camaras digitais.
já dormi certamente demais por agora, e pelas noites perdidas nas últimas semanas.
estou cansada de tentar re-iniciar o meu cérebro, sem sucesso.
e o mais ridiculo de tudo é que podia ter ficado doente noutra ocasião... quer dizer 3 dias sem as filhas deveria ser motivo de relaxamento e pura diversão, mas não.
assim que volto a perceber os contornos de uma respiração completa, chegam as catraias, tendo eu apenas tempo de escrever isto e preparar-me para mais uma semana, mais curta, claro, mas seguramente de intensidade igual a uma semana inteira.
mas como foi no carnaval, ninguém levou a mal, não...

terça-feira, fevereiro 17, 2009

cheers

malagueta brinda ao sol do meio dia, com cerveja fresquinha e um sol reconfortante, estende mais uma máquina de roupa e prepara o almoço. que bom que é o sol em fevereiro...

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

instax


no meio da tralha que ando constantemente a tentar arrumar, mas que durante os últimos dias tem sido vorazmente atacada, encontrei a minha instax 100, e, claro, escrevi logo na lista de compras: 1 cartucho polaroid.
ontem, a pedido da matriarca, lá fui ao cinema, como acompanhante, ver, que até me custa a dizer, o second life. bem, relativamente ao filme nem teço comentários, que ainda estou meia tonta com tanta barbaridade, de tal tutti frutti salada russa com maionese estragada, de filme que é.
bem, antes do suplicio, passo na fnac e peço o dito cartucho. "19,99€ por favor." diz o rapaz, com cabelo pintado de escarro, vestido de ganga à anos oitenta, e com a chapa a dizer "gonçalo".
"19,90!?" "19 euros e 99 cêntimos." diz secamente, como se o estivesse a ofender, como se ele fosse o criador da fuji, ou coisa que o valha. lá adquiri a coisa, mas fiz imediatamente as contas, porque 199,99€ a dividir por 10 fotos, dá uma barbaridade por polaroid, mas isto de ser fotografo está no sangue e sai sempre do bolso quando se quer curtir um pouco...
quando penso nisso, acho que já não utilizava polaroids à uns anos valentes!
que se lixe o vil metal!, apatece-me tirar fotografias...

o meu ipod nano

londres, novembro de 2005
está frio, e chove ocasionalmente, mas o calor que sai do aquecimento central faz esquecer quase na perfeição o tempo que faz lá fora.
desço por umas escadas de madeira que foi encerada milhões de vezes, numa casa, agora galeria, que me dizem ter sido habitada por grandes heróis da história britânica.
finjo interesse, na realidade só penso em voltar para o meu quarto, num terceiro andar de uma pensão "oh, terribly sorry, there was a minor missunderstanding..." de última hora, cujo aquecimento não obedece ao manipulo, e portanto, clima tropical em época de aquecimento global. gorgeous.
lá acabo de tirar as fotografias das obras, uns quantos auto-retratos pelo meio, "that's quite interesting!", umas stuffed potatoes on the go com 100% coke a empurrar, sim porque isso das diet é para meninas, e lá vamos nós pela oxford street, a calcorrear passeios famosos, com gente que não é dali, à procura de um bar aberto para um último shot de whiskey velho.
não há nada aberto. ok, time to go up the stairs and sleep. zapping pelos canais de pronúncia brit, espanhola e alemã, e snooze...
dia seguinte, como é bom o amanhecer que sabe a estrangeiro. sete da manhã na galeria, tendo tomado um café - dos mais caros da história - num dos primeiros cafés a abrir noutra qualquer zona chic ainda na moda. mais cliques e filme e chapas e digitais e tais e mais e ooh, stuffed potatoes, quem é que teve a amabilidade!!!, depois disto vai mas é um duplo, e sem gelo, no soho - por favor, que isto dos shots... bom, viver aqui teria de ser diferente, por certo, mas ok.
(eu estava grávida, e não disse nada. apenas o J. sabia. numa noite em que o calor eléctrico parecia não obedecer a nada nem ninguém, ficámos a conversar até de manhã, sobre coisas que nunca tinhamos falado antes, com intimidade, honestidade e alguma frontalidade. ainda retenho a imagem do seu corpo adormecido na sombra, enquanto a luz do sol fazia-me relembrar as horas da manhã, e com elas, os horários)
depois de tagarelices com senhores cockney e artistas e coisas que tais, lá vamos nós de novo respirar um ar londrino. e ali estava ela, a grande maçã do nosso encantamento, a apple store de regent street, com ipod nanos acabadinhos de sair, fresquinhos fresquinhos... "isto é que é fruta biológica!" alguém brinca comigo. e todos entrámos para ver, sentir e sonhar com a tecnologia de ponta que ali se disponibilizava inteirinha, a troco de umas boas libras. nessa tarde saiu a sorte grande a três tugas de uma só vez, e todos se sentiram mais felizes um bocadinho por terem um ipod nano, 4gb, uau. mais inseridos na sociedade, mais fashion, mais londrinos porque não! depois da roupa e do calçado, os acessórios, aah, digno de um maestro: "desenhar assistentes from scratch será o último desejo, enquanto isso, ensaiemos..."
assim começou uma intima relação com o meu ipod nano, novinho, lindo, fresquinho, e que assim que cheguei a portugal enchi com toda a música que podia. o mesmo fizeram os outros dois, e depois era uma galhofa musical, os três ipod nano de braços dados a sorrir pelas ruas, dois brancos e um preto, pois a diversidade é a nossa alegria.
e bom, andávamos sempre juntos, o nano e eu, ora cor de rosa, ora verde, conforme a vestimenta, conforme a mala, enfim, prazer quase infinito.
até que apareceu a catarina portas na minha vida, ou melhor no meu ipod. até ao dia de hoje ninguém me consegue convencer do contrário, a culpa foi dela. o designer a telefonar "onde é que andam as fotos da menina", eu a enviar ao mesmo tempo que escrevia emails, tirava fotos e massajava a barriga (a esta altura já tinha dito a todos que estava grávida, anunciando assim o caracter de urgência para o desenrolar dos trabalhos), "olha que isto não tá bom, tem de ser bem maior", e foi aqui. transfiro as imagens para, o meu ipod nano. e, ao descarregá-las... ele morreu.
depois disto, foi o horror das garantias britânicas, e por três dias (3!!!), sim três dias, já não estava dentro da garantia, oh my mac. assim, pulou de mão em mão, de mac freak a mac nerd, e nada. "benvinda à sociedade de consumo!", dizia-me um dr. mac, "temos aqui muitos para vender, faz um porta-chaves desse, fica giro!", sem comentários, enfiei o objecto no bolso e voltei ao trabalho. nunca mais tive uma coisa daquelas.
costa da caparica, fevereiro de 2009
o tempo passou e, esta semana, depois de já ter sido brinquedo das minhas duas filhas, de andar de caixa em caixa, de apanhar pó, o meu ipod nano voltou a viver! depois de ter sido presenteada com um shuffle rosa fantástico no natal passado, a ironia do destino voltou a bater à minha porta. segundo as crónicas do mensageiro, a boa nova aconteceu depois de um encontro quente com um secador de cabelo. um secador de cabelo. dois anos à espera que um secador de cabelo lhe salvasse a vida. e tantos como ele na esperança de serem reavivados, outros tantos sem saber sequer que há esperança. entretanto, por um motivo ou por outro, as vendas não têm caido...
agora, tenho dois ipods, maravilha das maravilhas, posso dar um ao meu companheiro, e assim podemos os dois ouvir a nossa música, ao nosso ritmo.
bom, ao menos serviu para o maior post dos últimos tempos.

este ano



este ano não vou mudar, estou a mudar.

não vou esperar, vou fazer
não vou perguntar, vou concluir
não vou imaginar, vou agir
não vou acreditar, vou ver
não vou chorar, vou seguir em frente

e, muito honestamente, estou-me pouco borrifando para o que possam pensar, dizer ou comentar. desde que eu esteja bem com a minha consciência, estou bem com o mundo, e não é pelos ideais de outros que vou avaliar os meus progressos, mas sim pelo que sinto.
e este ano, quero sentir-me bem.


2009 is the Year of the Ox! Olivia is a young ox eager to make her mark in the world. But growing up is challenging, as Olivia learns that helping sometimes is harder than it looks. But when her friend Mei gets in trouble, can Olivia rescue her adopted sister and her reputation at the same time? Olivia's rousing quest to unearth her true nature will delight children and adults alike. Fourth in the annual series Tales from the Chinese Zodiac, The Year of the Ox features all the charismatic animals of the Chinese lunar calendar and shows how fun it is to "have a cow!"

sábado, fevereiro 07, 2009

Memorable quotes - Sunset Blvd.


Memorable quotes for Sunset Blvd. (1950)

*Betty Schaefer: Don't you sometimes hate yourself?
*Joe Gillis: Constantly.

*Joe Gillis: [narrating] The poor dope - he always wanted a pool. Well, in the end, he got himself a pool.

*Joe Gillis: You're Norma Desmond. You used to be in silent pictures. You used to be big.
*Norma Desmond: I *am* big. It's the *pictures* that got small.

*Norma Desmond: They took the idols and smashed them, the Fairbankses, the Gilberts, the Valentinos! And who've we got now? Some nobodies!

*Joe Gillis: I didn't know you were planning a comeback.
*Norma Desmond: I hate that word. It's a return, a return to the millions of people who have never forgiven me for deserting the screen.

*Max Von Mayerling: She was the greatest of them all. You wouldn't know, you're too young. In one week she received 17,000 fan letters. Men bribed her hairdresser to get a lock of her hair. There was a maharajah who came all the way from India to beg one of her silk stockings. Later he strangled himself with it!

*Norma Desmond: We didn't need dialogue. We had faces!

***

The street after which the film is named has been associated with Hollywood film production since 1911 when the town's first film studio opened on Sunset Boulevard. The film workers lived modestly in the growing neighborhood, but during the 1920s profits and salaries rose to unprecedented levels. With the advent of the star system, luxurious homes noted for their often incongruous grandeur were built in the area. The stars were the subject of public fascination throughout the world as magazines and newspapers reported the excesses of their lives.

As a young man Billy Wilder was interested in American culture, with much of his interest fueled by the country's films. In the late 1940s many of the grand Hollywood houses remained, and Wilder, now a Los Angeles resident, found they were part of his everyday world. Many former stars from the silent era still lived in them, although most were no longer involved in the film business. Wilder wondered how they spent their time now that "the parade had passed them by" and began imagining the story of a star who had lost her celebrity and box-office appeal.

burp 0.1


Paul Clinton had breakfast at Staples, now taking care of a small situation and after will take care - best part! - of his biceps at Galore gym.

"Oh gawd."

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

the national - fake empire

Turn the light out say goodnight
no thinking for a little while
lets not try to figure out everything at once
It’s hard to keep track of you falling through the sky
we’re half-awake in a fake empire

para ver e ouvir aqui.

buddha tea (may contain dharma)

depois de 3 dias em sofrimento, de gazes e azias e de não comer, voltei a uma percentagem mínima de registo de movimento, em que pernas andam automáticamente, mas doem, e fazendo tarefas normais, estilo lavar loiça do pequeno almoço, custa mais do que subir o everest.
continuo sem perceber o que aconteceu a um corpo habituado a comida saudável, talvéz fosse o último grito de desespero, depois de ter largado os cigarros. ah, pois. deixei de fumar.
uma coisa tão dramática e que não mereceu duas palavras aqui no malaguetas, mas demasiadas no facecoiso, e nas reuniões de amigos. "oh uau, ela deixou de fumar!"
bem, após mudanças radicais na minha vida física, ao que também devo acrescentar uma meia dieta macróbiotica, o colapso. estarei eu preparada para o novo paradigma? ou apenas cansada de todos os desafios, lutas, stepbacks, ilusões?
continuo sem saber. agora apenas sei que cansada, estou.
falhar as aulas de yoga também foi mau, mas acho que para a semana já conseguirei esticar...
para quando o enlightment, para quando... sempre a ser adiado, por isto ou aquilo.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

achtung!!! achtung!!!

will this ever end...

a Vesícula biliar

god bless


its all true, they go out in pairs, they demonstrate for the well being of others, they get wild during rock concerts...
yep, they really do it like in the movies.
and they are real people too. they feel, they have kids, they drink beer together.
so, why they don't take the opportunity?